Ocupação artística

“Instalações, performances, fotos, quadros, vídeos, coquetel. A iniciativa do artista plástico Leonel Mattos, de promover uma ocupação artística, por um dia, na Feira de São Joaquim, extrapolou as expectativas e gerou uma manifestação histórica (em parte, até histérica) de artistas baianos, contemporâneos ou não e artistas de outros Estados, a exemplo de Adriano de Aquino, Ivald Granato e Patricia Bowles. A arte exposta em meio à feira. Todo povo tem de ir aonde a arte está, ou vice-versa…” – Albenísio Fonseca

Foto de Albenísio Fonseca

Foto de Albenísio Fonseca

Foto de Albenísio Fonseca

“Dezenas de artistas visuais, sob a curadoria de Leonel Mattos fizeram suas intervenções em meio aos tabuleiros dos produtos vendidos naquele espaço, que vão de hortifrutigrangeiros a artigos religiosos. “Convidei vários artistas para esta intervenção em um espaço nada convencional, para que a arte de cada um falasse por si só. Eu acho que espaços específicos convencionais acabam imprimindo à arte, um status duvidoso muitas vezes imposto pelos críticos e intelectuais. Arte não é para se entender, é para se sentir” filosofa o curador e autor da idéia da coletiva, que apresentou uma instalação com um personagem enjaulado.” – site de Lícia Fábio

Obra de Leonel Mattos – BA

Foto da obra de Leonel Mattos, feita por Salvador Up Date
Leonel Mattos também fez uma homenagem a Cosme e Damião, atraves de uma instalação composta por cinco mil quiabos.
Num espaço urbano repleto de informações, como é a Feira de São Joaquim, a exposição efêmera não alterou a dinâmica da rotina do comércio local e quase todas as obras se harmonizaram de forma plena com o ambiente, cada um brilhando à sua maneira.

O Sultão e os Repolhos

Obra de Patricia Rosa – BA

Obra de Antonio Carlos Rebouças – BA

Obra de Dinho Vital e Ricardo Prado

Obra de Adriano de Aquino – RJ

Obra de Ivald Granato – SP

Obra de Fernando Carpaneda

Obra de Lia Magalhães
“Uma interferência que chamou bastante atenção de feirantes e consumidores foi a “TV Bode”, do artista Daniel Lisboa, que buscou inspiração nas obras de Nam June Paik, o sul coreano considerado pai da videoarte, para protestar contra a TV Mundo Cão que tanto sucesso faz na programação  local das emissoras baianas, “que exploram a violência e a fraqueza humana para faturar ibope”, diz Daniel.”- site de Licia Fábio

Já o artista Bel Borba utilizou sua conhecida imaginação fértil e objetos encontrados na feira para criar “A Carne é Fraca”, uma instalação com argila, cabeças e patas de porcos para dar forma aos seus humanóides. Elementos de expressão, que provocassem sensações e questionamentos sobre a relação homens, animais.

PERFORMANCE: VENDE-SE UM ARTISTA A

PREÇO DE BANANA!


ARTISTAS PERFORMERS:

PAULLA BOMFIM, PAULLA MAGNO,

ANTONIE E EDUARDO SILVA.

Na exposição multimídia, que misturou pinturas, esculturas, instalações, fotografias, vídeos e performances, houve espaço também para as criações do estilista Di Paula, que aproveitou o espaço para elaborar um ensaio de moda dentro do contexto da coletiva.

A ocupação artística na Feira de São Joaquim acabou por se transformar numa mobilização estética e política, com sua legítima crítica às instituições de arte tradicionais, evidenciando o que diz o poeta: “todo artista tem que ir, aonde o povo está”. Ou seria o contrário: Todo povo deve ir onde estiver o artista ?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: